domingo, 9 de outubro de 2016

cometa halley

vou sozinho comprar as rosas na floricultura da esquina, como em um romance da virginia woolf.
esqueço o teu nome e choro, mas o conforto de meus lábios me lembra o gosto amargo de teu suor que se impregnou em minha língua.
vomito,
compro flores mortas
e te deixo como um cão abandonado
que não tem forças nem para gritar o próprio nome.
então respiro, aliviado.

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