vou sozinho comprar as rosas na floricultura da esquina, como em um romance da virginia woolf.
esqueço o teu nome e choro, mas o conforto de meus lábios me lembra o gosto amargo de teu suor que se impregnou em minha língua.
vomito,
compro flores mortas
e te deixo como um cão abandonado
que não tem forças nem para gritar o próprio nome.
então respiro, aliviado.
domingo, 9 de outubro de 2016
sábado, 8 de outubro de 2016
mal-estar número 4
acordo nesta manhã quente e escura para ouvir cícero cantando conversa de botas batidas, que toca nos alto falantes de meu computador. por incrível que pareça, ficou tudo mais melancólico do que já é. hoje irei almoçar cedo, assistir filmes independentes e deitar em posição fetal enquanto escuto o eco de meu estômago se contorcendo enquanto tento dormir. eu sou muito maior do que a tristeza que se encontra em meus pulmões, mas ela me sufoca todas as vezes que tento respirar. o livro de freud que está em minha cabeceira nem chega perto de explicar isso. é um sofrimento secular, mas que não se aplica a mim.
eu sou um constante mal-estar indizível.
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